domingo, 5 de setembro de 2010

Liberdade

Tenho vivido ou não vivido a liberdade. Vivo a liberdade do meu pensamento e a liberdade limitada do mundo, está sendo engraçado.

Desejo alguém que não vejo, beijo quem eu não falo, viajo com quem não me faz diferença, essa liberdade é boa, mas não é completa. Ainda assim um viva a liberdade, ela me deixa livre e satisfeita, imaginar tudo isso sempre foi muito pior do que viver. A imaginação às vezes, é mais limitada do que as ações, elas estão junto com autocondenação, às ações são vividas e depois condenadas, mas ai já foi saciado ainda que temporariamente.

A essa altura da vida... Que nem é tão grande assim, percebi que esperar é realmente o melhor. Mas é tão mais difícil, tão menos divertido, e nem sempre é valido, mas cheguei à fase e a compreensão da espera. O bom de chegar a essa fase é poder lembrar da fase passada, cada lembrança um sentido é aguçado, é um gosto lembrado, é um toque sentido, um arrepio embaraçado. Dizer que essa fase presente é boa é mentira, mas é preciso!

Tem gente que diz que lembrar ou pensar dificulta e como sempre fui do contra discordo nisto também, reviver é sentir novamente, da uma força, uma alegria de continuar porque quando a espera terminar será melhor é fato, claro dá vontade, mas é diferente.

Com isso controlado é chegado o amadurecimento, rum... Tão sonhado amadurecimento, pra que te quis tanto, meus rompantes se foram quando o que eu mais queria eram eles, agora me volto à pureza da criança com esperança, que lógica essa do amadurecimento neh? Agora o amadurecimento traz a preocupação do pensamento alheio, da aparência e tudo mais, se abrir com alguém agora é o maior perigo, agora sou madura passei por decepções devido aos meus impulsos, minha liberdade etc... agora todos são meus inimigos, uns são juízes, outros não são confiáveis, outros frescos, chatos, ninguém, ninguém, ninguém, ninguém. Quem vai entender que foi só uma fase, quem vai entender que passou, mas que é engrado lembrar, quem vai entender que ali é como o purê de batatas é bom, mas não é completo, não é pra todo dia, que é bom quando é feito ali, daquele jeito, por aquela pessoa, e que às vezes é bom comer de novo, mas não é o que quer pra sua vida pra todo dia.

É agora sou eu e apenas eu, meus pensamentos, meus sentimentos, minhas lembranças, sejam ruins ou bons são MEUS, para minha diversão, minha condenação e minha libertação.

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familia

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Aquela base ondulada e gelatinosa.