Hoje confesso me sentir um tanto quanto estranha, com uma vontade
de chorar, de gritar, de empurrar, de agarrar e por ai vai. Essa mistura de
sentimento se dá ao turbilhão de momentos que estou vivendo em um só momento,
sabe aquele conhecido como PRESENTE?
As pessoas
normalmente descrevem suas vidas por uma situação que estão vivendo ou algo que
predomina no momento, como tudo que acontece com a minha pessoa, isso também
está sendo diferente, eu hoje me sinto como um asfalto que fica no meio de
uma encruzilhada.
É pode rir mas é isso aquele lugar recebe diferentes informações a
todo tempo, está no centro, ali se cruzam linhas retas em direções cruzadas (que
louco), se um carro bate com outro se passa naquele redor, se alguém é
atropelado indiferente da linha que está é próximo aquele redor, e ainda assim
ele continua aberto pra que passem da maneira que for.
Pois é assim também está minha vida, vou fazer um intercâmbio,
perdi minha vó, não bebo refrigerante e na minha casa o azar é meu, uma calça
de n°54 que na Marisa me engole e na Leader não me entra, são pessoas me cobram
satisfação e não me dão atenção, e por ai vai, sou capaz de testemunhar que
tudo isso acontece em 24hrs.
Quantos problemas, quantas soluções. Das reações podem esperar as
mais diversas calar por exemplo é só adiar o que está prestes a pausar, me
questiono então se eu não deveria gritar, falar, bater, socar, responder a briga
com briga mas penso que isso é só a maneira de expor que eu não quero briga,
sempre que opto por me afastar ou deixar acontecer eu sou fria, se tenho
atitude estou querendo confusão. Aí meu Deus que situação.
Sempre sonhei um mundo egoísta, onde eu faria a minha parte pelo
mundo melhor com meu esforço, mas depois quando me cansasse eu iria fecha uma
porta e me voltar ao meu centro, essa porta de preferência seria a da MINHA
casa, onde num mesmo quadrado eu vivesse e resolvesse esses mesmos problemas. Assim
não seria pausar nada e sim dar um stop.
Vejo hoje uma oportunidade de aumentar o passo para tornar meu
sonho realidade isso me alegra um pouco, o que me motiva a ir buscar, é, além
da vontade de diminuir tudo, saber que não há mal que não se acabe, o chato é
saber que também não há felicidade que perdure pela eternidade. Bom que vai ser
engraçado ver nessa balança da vida que as vielas da encruzilhada continuaram
ali, mas a rua que dá a sustentação não vai estar tão próxima infelizmente vai.
Mas será que essa rua vai ter segurança longe da movimentação toda?
